Às vezes o que sinto é um medo de sonhar, como agora. Medo de
sonhar com coisas que nunca serão verdade, medo de acreditar demais em mim. Medo de no fim, ver
que fui tola por pensar que seriam tantas coisas, que faria tantas coisas. Mas
na maior parte do tempo, sonho alto. Sonho alto e sem medo. Acredito em
possibilidades sem nexo, às vezes até estúpidas. Me vejo abraçando o mundo,
amando, vivendo, num futuro que não passa de um sonho. Para uma pessoa com
tantos altos e baixos, sonho com certas extravagâncias e exageros incomuns.
Para quem acredita tão pouco no presente, parece absurdo imaginar e fantasiar
um futuro assim, tão incrível. Talvez seja assim, pois sempre penso que amanhã
minha vida vai começar. Sonho com um momento em que as coisas começarão a andar.
O exato momento em que eu descobrirei quem eu sou e por que estou aqui,
descobrirei meus talentos, meus vícios e virtudes. O momento em que terei a
alma completa o bastante para começar o que devo fazer. Mas enquanto isso não
acontece, me limito a escrever sobre coisas que talvez não façam sentido para
quem as ler algum dia, e talvez não façam sentido algum nem para mim, mas
confortam e geram mais um turbilhão de sonhos que, inúteis ou não, vão formar
uma parte de mim algum dia ou então serão simplesmente a prova de que apesar de
tudo, sempre acreditei que podia algo mais.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
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Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena
ResponderExcluiracreditar nos sonhos que se têem
ou que os seus planos nunca vão dar certo
ou que você nunca vais ser alguém...
Renato Russo